Bom para comer, bom para pensar (intervalo)

(a pedidos, o texto que escrevi para o Paladar)

Já na sala de embarque, de partida para as férias, leio as regras para o Prêmio Paladar 2010.  Minha refeição mais imediata seria o jantar da Lufthansa. De longe, o aroma fazia adivinhar  o indefectível carne com molho, acompanhada de legumes e arroz com ervilhas –  prato suspenso no espaço e no tempo, que tenta agradar a alemães e brasileiros, peruanos e chineses. A carne tinha um tempero mínimo mas bom sabor.  Era, entretanto, fibrosa, denunciando o ingrediente de segunda classe. O arroz insosso tinha ervilhas que davam um pouco de cor à apresentação e uma certa graça na textura, com seu plóct plóct plóct. Os legumes, abobrinha e cenoura, estavam al dente em meu prato, mas muito moles no prato ao lado. Raspei o pão no molho globalizado, e fiquei aguardando a próxima escala, esta sim, em restaurante de verdade em Madri.

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