Um post Caetano

Pinguim inflavel

Lindos dias de verão nesse inverno de 2013. Tenho acordado cedo, e junto com o primeiro café, abro o jornal e vejo as manchetes: algum presidente dos Estados Unidos quer atacar algum país do Oriente Médio. Não sei que empresa lançou um monitor que tem muito mais pixels e nitidez do que o monitor com muito mais pixels e nitidez que foi lançado no ano passado. E a Apple, hein? Lançou toda uma linha de telefones coloridos!

Quem lê tanta notícia? O sol me enche de alegria e preguiça, e decido que, a partir de agora, eu defino o que é manchete. De formas que a matéria de capa do meu jornal destaca que minha filha aprendeu a andar de bicicleta sem rodinhas. Enfiou o guidão no olho, ralou o joelho e trombou com um poste. E eu estou super orgulhoso.

No  caderno de política, a principal notícia é que a empregada plantou tomates por cima das minhas cenouras. Isso gerou um stress quase incontornável, posto que a economia doméstica será afetada pelo excesso de tomates-cereja e a safra prevista de uma única cenoura. A empregada não quis comentar o fato, mas fontes afirmam que a situação diplomática está controlada desde que se descobriu um pé de beldroega que não tinha sido plantado por ninguém.

No caderno policial, o destaque é o pinguim inflável que foi visto dentro de um carro na marginal, num caso flagrante de seqüestro relâmpago.

Por que não? Por que não?

2 comentários sobre “Um post Caetano

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