O gosto na língua e na cabeça

É mesmo meio estranha a faculdade que eu tenho de lembrar, por anos a fio, do gosto de outras pessoas. Isso já me proporcionou uma refeição memorável, quando recebi em casa um amigo da família e fiz para ele um prato que ele mencionara casualmente há mais de vinte anos: era um cozido de carne e legumes que incluía pegaços de espiga de milho verde para serem sugados depois da refeição.

Lembro-me do ex-marido de uma colega de trabalho (eu o vi uma única vez na vida) que gostava de pudim de leite condensado com caldo de limão espremido por cima. Tem também meu primo, que raramente encontro, mas sei que gosta de suco de laranja batido no liquidificador. E ainda um antigo colega de trabalho que gostava de rabanete e detestava rúcula.

Onde é que está, afinal, o gosto de tudo isso? Na língua ou na cabeça? Como sentimos e como comparamos os gostos? A partir de 16 de outubro, e por quatro sextas-feiras, Carlos Alberto Dória e eu falaremos sobre a construção do gosto na cultura e na gastronomia, abordando desde os antecedentes de Brillat-Savarin até a compreensão atual deste conceito. Mais informações aqui: http://up.mackenzie.br/extensao/cursos-de-extensao/gastronomia/a-cultura-e-a-formacao-do-gosto-1610-a-0611/

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